CONINFU
Utilidade Pública
A Cor de Deus
Contas Julgadas Irregulares
Candidatos Eleitos nas Eleições 2006
O Fim da Probreza
Operação Navalha
Operação Xeque-Mate
CPI dos Sanguessugas
Uso Correto das Plantas Medicinais
Quem era Mona Lisa
Código de Devolução de Cheques
Décimo Terceiro Salário

 



Fonte: Estadão e Pesquisas

05 de junho de 2007 - 15:34 
PF divulga nomes dos 77 presos em SP na Operação Xeque-Mate

Polícia investiga tráfico de influência e máfia ligada a caça-níqueis; entre os investigados estão o irmão mais velho de Lula e um compadre do presidente.




CAMPO GRANDE, Mato Grosso do Sul - A Polícia Federal de Campo Grande, divulgou os nomes de cada uma das pessoas presas em São Paulo, durante a Operação Xeque-Mate. A operação da Polícia Federal investiga tráfico de influência e uma máfia ligada a caça-níqueis. Na última segunda-feira, a PF realizou uma busca na residência do irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Genival Inácio da Silva, o Vavá, em São Bernardo do Campo (SP). 

Ele também foi incluído nas investigações depois que uma escuta telefônica revelou que manteve contato com Dario Morelli Filho, compadre do presidente, acusado de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis. Vavá foi indiciado sob a acusação de tráfico de influência no Executivo e exploração de prestígio no Judiciário, segundo informações da PF.

Diferentemente do que foi publicado, Morelli não era secretário do Meio Ambiente de Diadema (Grande São Paulo). O compadre de Lula, segundo informações da assessoria de imprensa da prefeitura, ocupava cargo técnico na Companhia de Saneamento de Diadema (Saned) e foi afastado nesta terça-feira por conta de seu envolvimento no esquema. 

Morelli consta ainda da relação dos "Amigos do Zé Dirceu" - lista de pessoas que defendem a anistia do ex-deputado petista cassado no escândalo do mensalão. Segundo o Estado, ele também já atuou na Secretaria de Desenvolvimento e Economia. 


Segundo a informação da PF a relação dos presos em São Paulo é a seguinte:

  1. Alfredo Loureiro Cursino (proprietário de caça-níquel);
  2. Ana Paula Gatti Vital (gerente);
  3. Antônio Aparecido Ferreira (proprietário de caça-níquel);
  4. Aparecido Saraiva da Rocha (proprietário de caça-níquel);
  5. Daniela da Silva (gerente);
  6. Dário Morelli Filho (proprietário de caça-níquel) - amigo de Lula, que é padrinho do filho dele;
  7. Diogo Aparecido Ferreira (gerente);
  8. Ivan Paulo Hodlich (gerente);
  9. João José Mucciolo (empresário);
  10. Luciana Antunes Ferreira (gerente);
  11. Márcio Socorro Pollett (advogado, também investigado pela PF de São Paulo em operação contra venda de sentenças); 
  12. Paulo Adolfo Stranghetti Alves Nogueira Lima Junior (advogado);
  13. Renato Costacurta Prata (laranja de Nilton César);
  14. Sílvia Helena Ribeiro Marques (gerente);
  15. Wender Souza da Rocha (gerente);
  16. Wladimir Stranghedpi Alves Nogueira (estelionatário).


Depoimentos e OAB

Na sede da Polícia Federal de Campo Grande, os depoimentos começaram às 8 horas. Além de Morelli, devem prestar depoimento: Fábio de Melo dias, José Lopes Silva Jr., Edson Ivase, Durval Quijada Aro Jr., Iraceno Teodoro Alves Neto, Rubens Bastista Filho, Carlos Antonio Mantovani, José Miguel Celestino, João Ramos dos Santos, Alfredo Loureiro Cursino, Antonio Celso Monteiro Catan, Aparecido Saravia da Rocha, João José Mucciolo, Antonio aparecido Ferreira, Renato Costacurta Prata, Marcio César de Almeida Dutra, Márcio Socorro Pollet, Hélio Ferreira Jr. e Adriano Henrique Jurado. 

O presidente da OAB do Mato Grosso do Sul, Fabio Trad, tenta, nesta terça-feira, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, mandado de segurança para que os advogados dos 77 presos na Operação Xeque Mate tenham acesso aos autos dos dois processos que estão sendo apurados. Nenhum dos advogados conseguiu ver os documentos ainda. 

O advogado Milton Fernando Talzi, que representa Dario Morelli Filho, secretário do Meio Ambiente de Diadema, ainda não sabe nada sobre seu cliente e desde ontem está tentando uma aproximação com Morelli, o que é negado pela PF.


Entenda a operação

A Xeque-Mate, segundo balanço divulgado pela Polícia Federal, capturou 77 pessoas em seis Estados - São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Cerca de 600 agentes foram mobilizados. Entre os presos estão empresários, advogados e policiais civis e militares acusados de receber propinas para facilitar as atividades da organização.

A Polícia Federal explicou que o trabalho estava concentrado no contrabando e, depois, apurou suposto esquema de corrupção de policiais e envolvimento com tráfico de drogas e tortura. Além de propina, há suspeita de que os policiais possam estar relacionados a outros delitos como estelionato, furto e desmanche de veículos, tráfico de influência, extorsão, receptação, contrabando e descaminho.

A operação identificou cinco quadrilhas ligadas a importação e exploração de caça-níqueis. A máfia era comandada por três advogados, que controlavam toda a parte operacional do esquema e o pagamento de propinas. Os equipamentos eletrônicos usados nas máquinas chegavam ao Brasil pelo Porto de Santos, eram discriminados como peças de computador e transportados para Mato Grosso do Sul. Segundo a Polícia Federal, o esquema rendia às ramificações da organização de jogos de azar pelo menos R$ 250 mil por dia. A propina paga a policiais e advogados variava entre R$ 2 mil e R$ 10 mil.

Segundo o coordenador da operação, delegado Alexandre Custódio, foram apreendidas dezenas de carros de luxo e caminhões, além de quantia ainda não calculada de ouro, dólares, reais e caça-níqueis. Um escritório da quadrilha, em Votorantin, no interior de São Paulo, foi fechado. 

A missão que aponta para o irmão do presidente Lula resulta de dois inquéritos policiais comandados pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Fazendários da Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul. A PF identificou alvos comuns nos dois inquéritos e grampeou 120 suspeitos.



Confira a lista de presos em outros estados, segundo a Polícia Federal:

Estado de MS:
  1. Abel Gimenez Neto (empresário);
  2. Adriano Henrique Jurado (advogado);
  3. Andrei Cunha (proprietário de caça-níquel);
  4. Antônio Celso Monteiro Catan (advogado e gerente);
  5. Antônio Trindade Neto (advogado);
  6. Arley Silas Portugal (gerente);
  7. Carlos Antônio Mantovane (policial civil);
  8. Cláudia de Oliveria (proprietário de caça-níquel);
  9. Dirceu Garcia de Oliveira (apontado como estelionatário);
  10. Durval Quijadas Aro Junior (policial civil de Três Lagoas);
  11. Edmo Medina Marquette (policial civil);
  12. Edna de Souza Costa (laranja de Nilton César);
  13. Ednaldo Rocha Alves (proprietário de caça-níquel);
  14. coronel Edson Gonçalves da Silva (proprietário de caça-níquel);
  15. Edson Ivase (policial civil de Três lagoas);
  16. Elenilton Dutra de Andrade (gerente);
  17. Elis Antônio Cândido de Souza (gerente);
  18. Fábio de Melo Dias (empresário e despachante. Ele é de Três Lagoas);
  19. Fernando Augusto Soares Martins (delegado da Deops);
  20. Fernando Leo Barbiere (gerente);
  21. Genivaldo Alves Cordeiro (gerente);
  22. Hélio Ferreira Junior (advogado);
  23. Hércules Mandetta Neto (proprietário de caça-níquel. Ele é irmão do secretário de Saúde da Prefeitura de Campo Grande, Luis Henrique Mandetta);
  24. Hiliene dos Santos Queiroz (empresário);
  25. Idinéu Iziquiel Lopes (gerente);
  26. Iraceno Teodoro Alves Neto (policial civil);
  27. Itacir Fernandes Sebben (empresário);
  28. Ivaneide dos Santos (gerente);
  29. Ivanildo Santos da Silva (envolvido em desmanche de carro);
  30. Jamil Abudh Junior (agente penitenciário aposentado, de Três Lagoas);
  31. Jamil Name Filho (empresário. Ele é filho do também empresário Jamil Name e da ex-vereadora Tereza Name);
  32. Jean Welber Garcia Pereira (receptador);
  33. João Alex Monteiro Catan (advogado);
  34. João Luis Frederico (laranja de Nilton César);
  35. João Ramos dos Santos (policial civil);
  36. José Carlos de Souza Prata Tybere (empresário de Três Lagoas e gerente);
    (Filho do Pecuarista Orestes Prata Tybere, proprietário do Hotel OT, conhecido popularmente como Orestinho. "A sua filha Ruth Prata Tybere uma das proprietárias, apropriou-se indevidamente de um Projeto de Desenvolvimento de operações de lazer e turismo para reestruturação do Hotel OT e infra-estrutura da cidade de Três Lagoas, MS. Este Projeto foi desenvolvido por mim e um amigo, datado de 28 de setembro de 1999. Sendo que meu amigo foi em Três Lagoas e entregou este Projeto em mãos de Da. Ruth, pelo qual não obtivemos nenhum retorno financeiro, reconhecimento e muito menos um obrigado".)
  37. José Eduardo Abdulahad (proprietário de caça-níquel);
  38. José Lázaro Servo (proprietário de caça-níquel. Ele é filho de Nilton César);
  39. José Lopes da Silva Junior (policial civil de Três Lagoas);
  40. José Miguel Celestino (policial civil de Três Lagoas);
  41. Jurandir Vieira da Silva (advogado);
  42. Kelson Mercy Dias (envolvido em negociação de armas);
  43. Luis Alfredo Ganassin (gerente);
  44. Márcio César de Almeida Dutra (advogado);
  45. Márcio Moraes de Paiva (gerente);
  46. Marcos Luciano da Silva Sanches (envolvido em negociação de armas. Ele é de Três Lagoas);
  47. Maria Dalva Cristina Martins (advogada. Ela é esposa de Nilton César);
  48. tenente coronel Marmo Marcelino Vieira de Arruda (proprietário de caça-níquel. Ele é ex-comandante do DOF, condenado por favorecer arrastadores de carro);
  49. Micheil Youssef (empresário. Ele é irmão do cônsul da Síria em MS, Kabril Youssef);
  50. Odiney de Jesus Leite (policial civil);
  51. Reginaldo da Silva (ex-pm e proprietário de caça-níquel);
  52. Roberto Razuk (empresário de Dourados);
  53. Rogério Amurim Marinha (envolvido com negociação de armas);
  54. Rubens Baptista Filho (policial civil);
  55. major Sérgio Roberto de Carvalho, Zildson Feitosa Gabelha (envolvido com desmanche de veículos).


Estado de MT:
  1. Abelino Ribeiro Taques (gerente).
Estado de RO:
  1. Ayres Eduardo Servo Rauen (gerente).
Estado do DF:
  1. Gildo da Silva Gadelha (lobista).
Estado do Paraná:
  1. Nilton César Cervo Segundo (empresário. Ele é filho de Nilton César);
  2. Paulo do Carmo Sgrinholi (proprietário de caça-níquel).


09 de junho de 2007 - 20:15 

Mais informações sobre a Operação Xeque-Mate


Foto: Agência Estado: Irmão mais

velho do presidente Luiz Inácio

Lula da Silva.


 A Polícia Federal informou que em suas investigações constam 617 escutas telefônicas, entre estas, só 17 escutas já pertencem ao irmão do presidente Lula.

 O irmão de Lula usa o nome do presidente para pedir dinheiro, porém a PF não tem conhecimento se o Presidente Lula tem algum envolvimento no caso ou não.

 Dos 77 envolvidos que estavam presos, dez foram soltos, mas 67 ainda continuam presos.

Serviço de Utilidade Pública da Coninfu - Conexão Internet do Futuro - a sua nova opção virtual. 2006-2008